Notícia

11 de Outubro, 2014

Homilia da Sol. de N. S. Aparecida (12.10.14) “Nas curvas de um rio”

A devoção lhes fez reconhecer um tempo novo que iluminava seus olhos. O sofrimento não apaga a fé de um povo simples e devoto. Deus se recordou de sua humildade. Deus escolhe os humildes para confundir os fortes. O Conde de Assumar comeu os peixes e se foi. Os pescadores foram alimentados de esperança. Ester, a rainha teve a ousadia de crer que a oração poderia mudar os planos do rei. A oração do povo dobra o coração de Deus. O Espírito Santo acendeu a luz nos corações que se apagavam no sofrimento. A pesca infrutífera foi vencida pela rede que mais uma vez ia ao fundo do rio. Numa destas encheu o barco de vida e as redes de peixes. Aquele objeto tosco e enegrecido acendeu a esperança. A intercessão de Maria continua no meio do povo. Benditas curvas do rio Paraíba que nos deram tal presente. A esperança iluminou os olhos.

O escravo e as correntes

A imagem de Nossa Senhora Aparecida é uma síntese das três raças: negra de cor, branco de tipo, cabelo de índia. É a mulher grávida que aparece no Apocalipse sempre pronta a dar à luz para que haja a libertação de todos os sofredores. O escravo Zacarias que fugira e fora capturado, deve ter sofrido muito. Ao passar diante da capela da Senhora Aparecida, pediu para fazer uma oração. Que terá pedido? Mais que atender a súplicas, ela lhe deu a liberdade. As correntes caíram. Ela, Mãe do Senhor do mundo, liberta o escravo sofrido, já sem esperanças em meio aos sofrimentos. É um símbolo maravilhoso que sintetiza os ensinamentos sobre Maria que socorre os escravos do mal. Intercede diante de seu Filho pelos filhos sofredores. Este milagre anima a transformar a devoção em um meio de libertação de todos os tipos de escravidão. Não há escravidões que não tenham solução. O que há é falta de libertadores. A devoção será vazia se não vai ao encontro dos acorrentados da vida. As curvas do rio nos trouxeram a alegria.

A cega e o cavaleiro.

Há dois milagres que se parecem: A ceguinha que veio de longe e ao chegar perto do santuário recebe a cura e vê a igreja. O cavaleiro cego pela falta de fé e pelo desrespeito às pessoas e lugares santos, recebe um milagre. Queria entrar na Igreja a cavalo. Este se recusa e sua ferradura se prende à pedra da entrada. O homem orgulhoso é abre os olhos à fé. Diante do amor de Maria, manifestado nesta bela imagem, nossos olhos se abrem para ver a grandeza de Deus e a desgraça que o orgulho provoca em nós. Os milhões de romeiros que por ali passam podem ter os olhos abertos para conhecer as coisas de Deus e das pessoas como um caminho de fé. Um cientista ateu, vindo a Aparecida, viu a longa fila dos romeiros que queriam passar diante da imagem, disse: Não podem todos eles estar errados e eu certo. Abriram-se seus olhos.

Leituras:Ester 5,1b-2;72b-3; Salmo 44;Apocalipse 12,1.5.13ª.15-16ª; João 2,1-11

Homilia da Sol. de N. S. Aparecida (12.10.14)

A festa de N. S. Aparecida é um estimulo ao povo. Refletimos os primeiros milagres. O primeiro são as velas que se acendem e apagam. É símbolo da fé do povo simples que se mantém frágil, mas viva. A oração dobra o coração de Deus. Nela brilha a esperança.

A imagem simboliza a união das raças: negra, índia e branca. O milagre das correntes do escravo que se soltam lembra a libertação de todas as cadeias. Maria, é a mulher que dá sempre seu Filho para destruir o dragão do mal.

Dois milagres parecidos referentes à cegueira: um dos olhos, outra do coração. A ceguinha que vê a capela, ao longe, quando veio buscar a cura. O homem malvado que quer entrar a cavalo na capela é detido por seu cavalo que tem a ferradura presa. Ele abre os olhos à fé e muda o coração.

Na rede, e não é peixe

A festa de Nossa Senhora Aparecida tem uma mensagem muito bonita para o povo brasileiro que a ama. Para compreender sua mensagem nos é apresentada a figura de Ester que reza por seu povo. Ela intercede por nós como em Caná intercedeu pelos noivos. Por isso dizemos: Rogai por nós pecadores. Ela é a Mulher perseguida com seu Filho.  Mas não há o que tire Maria da Igreja e do coração de quem ama Jesus, seu Filho que muito ama.

A festa é um convite ao povo de Deus para que viva na justiça e na paz. Rezamos na oração final que nosso povo se ajunte nas tarefas de cada dia para a construção do Reino. Não basta amar Nossa Senhora Aparecida. É preciso ser bom brasileiro inspirado em sua intercessão e ensinamentos.

 

Pe. Luiz Carlos de Oliveira

Redentorista