Notícia

30 de Agosto, 2014

Homilia do 22º Domingo Comum “Sede de Deus”

A sedução é deixar-se guiar por Cristo na construção da vida. Há somente uma coisa que vale mais que nossa vida, o Cristo. O salmo 62 expressa o que acontece no coração seduzido por Deus. É como uma sede da terra seca clamando por água. É uma busca ansiosa como um desejo que arde no corpo; é como a sequidão clamando por água. Estas imagens só  compreendem quem as vive. A saciedade se dá pelo amor: Rezamos no salmo: “Vosso amor vale mais que a vida: e por isso meus lábios Vos louvam”. O salmista narra a satisfação do desejo: “Minha alma será saciada como em grande banquete de festa; cantará alegria em meus lábios, ao cantar para Vós meu louvor”. A sede saciada é fonte de alegria. É sentir-se acolhido como o filhotinho sob as asas da mãe: “De vossas asas à sombra eu exulto”. Quem se sacia agarra o tesouro encontrado: “Minha alma se agarra em Vós; com poder vossa mão me sustenta”. Assim acontece quando se segue Jesus.

Caminho seguro

Declarar que Jesus é o Filho de Deus significa assumi-Lo como vida e caminho. A atitude de Pedro de querer afastá-Lo do caminho de sua missão, repreendendo-O, é atitude própria de Satanás. Jesus diz: “Vai para longe, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens” (Mt 16,23). A sedução que Deus exerce sobre nós leva-nos à renúncia e à disposição de perder a vida. Não se trata de uma perda, mas de um ganho. Jesus continua mostrando quanto vale a vida que dura para sempre: “Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder sua vida?” (26). Se nos deixarmos seduzir por Ele, nada daremos em troca. Jesus põe esse ensinamento no contexto da previsão da recusa e paixão. Como passou da morte à ressurreição, assim seu discípulo faz o mesmo caminho. Este é o caminho seguro. Podemos ter certeza, pois é a experiência da Igreja: Quando é recusada e perseguida, é porque cumpre a verdade e está no caminho de Jesus. A perseguição que os fiéis sofrem não é contra eles, mas contra Cristo. Não temos que dar satisfações ao mundo, mas a Deus.

Sacrifício vivo

A vida dedicada para Deus no seguimento de Jesus, não é somente um processo humano, mas a união ao sacrifício de Cristo em sua entrega ao Pai. Paulo nos convida ao culto espiritual. Não é sacrifício de sofrimento e dor, mas feito no altar do coração em um corpo marcado pelo Espírito Santo, pois somos seus templos (1Cor 6,19). O sacrifício espiritual é a vida vivida nas boas obras que fazemos. A vida é sacrifício quando se faz a vontade de Deus, transformando a maneira de pensar e julgar, procurando sempre a vontade de Deus, distinguindo o que é bom, agrada Deus. Este é o sacrifício perfeito. Faz a vontade de Deus quem se deixou seduzir por Ele. Na Eucaristia amadurecemos o culto espiritual.Leituras: Jeremias 20,7-9; Salmo 62;Romanos 12,1-2; Mateus 16,21-27

Homilia do 22º Domingo Comum

Jesus tinha sede em cumprir a vontade porque vai ganhar a vida. Sabe que ia ganhar a vida, mesmo perdendo-a. Convida a seguí-Lo. Só realiza o projeto quem foi seduzido por Deus. Jeremias passou por essa sedução. Compara-a a um fogo nos ossos. A sedução é deixar-se guiar por Cristo. O salmo 62 a compara a uma sequidão.

Declarar que Jesus é o Filho de Deus significa assumi-Lo como vida e caminho. A atitude de Pedro repreendendo Jesus é comparada ao Satanás, que obstrui o caminho. A sedução leva à renúncia e a perder a vida para ter a Vida. O discípulo faz o mesmo caminho. A Igreja sobre perseguição por ser de Jesus.

A vida de seguimento não é só um processo, mas um sacrifício vivo de entrega ao Pai. É o culto espiritual que vivemos fazendo a vontade de Deus, transformando nosso modo de pensar.

 

GPS do Céu

 

As novas técnicas ajudam a encontrar com facilidades os caminhos. Para quem é motorista ajuda achar os lugares de difícil acesso. Mas há um GPS garantido que nos leva ao Céu. Jesus sempre foi muito esperto. Chegou primeiro.

O caminho de Jesus tinha uma direção certa: sua entrega ao Pai em sua Paixão e Ressurreição. E convida a todos a fazerem seu caminho. Garantido que chega. Além do mais, quem tem outra direção não vai ganhar nada se não entregar sua vida

Nosso sacrifício não é a dor, mas o culto espiritual. Esse acontece quando renovamos nossa mente e não vivemos de acordo com o mundo oposto a Deus.

A sede de Deus deve dominar nossa vida. É como o profeta diz: é como um fogo que está dentro dos ossos e penetra o corpo inteiro. É tão forte que a gente não resiste.

Coragem! Oriente-se por esse GPS que chegará ao destino.

Pe. Luiz Carlos de Oliveira

Redentorista