Notícia

08 de Setembro, 2014

Homilia do 23º Domingo Comum (07.09.14) “Reunidos em meu nome”

 Atualmente tememos e nem podemos estar advertindo sobre os erros, por isso nos calamos. Não deixamos de ser responsáveis pelo mal que se faz. Anunciar a Palavra de Deus é uma das missões do amor ao próximo, como nos escreve Paulo. Também a comunidade tem o poder de ligar e desligar. Tem garantia de seus atos de discernimento sobre a situação espiritual das pessoas. O texto reconhece que o relacionamento difícil nas comunidades deve reger-se pela lei da caridade. Há passos a serem dados na correção fraterna dos faltosos. O erro do irmão pode prejudicar a comunidade. Em se tratando da chamada à conversão, não ouvir a Palavra vinda através do irmão e da comunidade é tão grave quanto perder a fé. Por isso diz que deve ser considerado como um pagão. A leitura de Ezequiel fala da responsabilidade da sentinela. A solução é ouvir sempre a voz do Senhor através dos profetas. Há uma responsabilidade pastoral que adverte a buscar sempre a conversão.

Debito do amor

Jesus faz a opção pelo perdão querendo advertir antes de condenar. Vivemos tempos em que primeiro vem a condenação e não a busca da mudança de vida. O predomínio de fofoca e da maledicência nas comunidades é fonte de muito pecado contra o amor. Jesus, em sua opção pelo amor, acolhia a todos e sabia corrigir. Paulo nos mostra que o amor resume todos os mandamentos. O amor não faz mal a ninguém. Amar é cumprir a lei em plenitude. Por isso, a primeira função da comunidade é ganhar o irmão. Vemos muito na Igreja que os denunciantes eram ocultos e não se seguia esse princípio do evangelho, mas logo se buscava a autoridade maior. Pior é acolher uma denúncia sem ouvir quem foi acusado nem confrontar os acusadores. Certo que há muito erro, mas se evitarmos o que pudermos, teremos a alegria de ver a comunidade crescer. É necessário criar em nossas comunidades um ambiente no qual a fofoca e as acusações gratuitas sejam eliminadas. 

Força da unidade

Jesus insiste que, em lugar de nos unirmos para destruir as pessoas, possamos nos unir para que sua presença seja o elo de união de todos, Bem diz: Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles. Assim será concedido o que se pede na oração. Na Ceia Ele rezou pela unidade dos seus. Para que se conservasse seu Evangelho a última garantia era a unidade. E garantiu força da oração comunitária. Pedimos que a Eucaristia, momento de unidade, reforce entre nós os laços de amizade (Oferendas). Vivendo a unidade saberemos ouvir os que nos adverte e advertir quem nos ouve.

Leituras: Ezequiel 33,7-9;Salmo 94;Romanos 13,8-10;Mateus 18,15-20.

 

Ficha nº 1368 - Homilia do 23º Domingo Comum (07.09.14)

A comunidade vive dificuldades. Quando há erros, a correção deve ser feita nos  moldes do respeito, da caridade e da discrição. Se for ouvido, ganhou-se o irmão. Do contrário deve seguir os passos e levar à comunidade. Esta é uma missão necessária. Se o fizemos não somos mais responsáveis. Se não, carregamos a culpa do irmão. A missão pastoral inclui a função de sentinela. Não ouvir a Palavra vinda através do irmão é grave.

Jesus faz opção pelo perdão: advertir antes de condenar. Nós agimos diferentemente. Paulo ensina que o amor resume todos os mandamentos. O amor não faz mal. Amar é cumprir a lei em plenitude, para ganhar o irmão. Se evitarmos os erros, a comunidade crescerá. É preciso criar um bom ambiente.

Jesus confia na unidade, pois nela Ele está presente. Essa será a condição para que nossa oração seja ouvida. Ele rezou pela unidade que é o meio de mantê-lo presente entre nós. A Eucaristia reforça a unidade. Vivendo a unidade, saberemos nos advertir.

Amando com braveza

Temos obrigação de chamar a atenção dos outros quando estão falhando. Mas temos receio. Se estivermos unidos como irmãos não haverá problemas. Jesus colocava na união tudo o que queria nos deixar. Ele próprio estará no meio de nós.

O salmo nos anima a ouvir a voz do Senhor. Apesar de termos visto o que Deus nos deu, não damos a atenção ao amor que merece. A oração, não é agradável se não ouvirmos as chamadas de atenção que Deus nos faz através das pessoas e dos acontecimentos.

Quando temos alguma coisa com alguém, não é para botar a boca no trombone, mas ter discrição, não esparramar e levar com calma. Se ele não escutar ninguém então que se afaste. Correção não significa brutalidade.

Para evitar as ofensas contra as pessoas, devemos praticar os mandamentos. Temos a obrigação de nos amarmos uns aos outros. O amor resume todos os mandamentos. Se assim fizermos, tudo andará bem para todos.

 

Pe. Luiz Carlos de Oliveira

Redentorista