Notícia

01 de Agosto, 2018

Papa pede proximidade e caridade

Evento da multiplicação dos pães e peixes inspirou reflexão de Francisco no Angelus

Durante o Angelus do último domingo, 29, na Praça São Pedro, o Papa Francisco fez uma reflexão acerca da passagem do Evangelho de João que narra o evento da multiplicação dos pães e peixes.

O Papa destacou a atitude corajosa do jovem que, vendo a multidão faminta, coloca à disposição tudo o que tem: cinco pães e dois peixes. “Bravo rapaz! Ele, também ele, via a multidão; também via os cinco pães. Disse: ‘Mas eu tenho isto, se serve está à disposição’. Este rapaz nos faz pensar um pouco em nós... aquela coragem. Os jovens são assim, têm coragem. Devemos ajudá-los a levar em frente esta coragem”, disse.

 

Francisco notou que a narrativa mostra Jesus atento às necessidades primárias das pessoas: “As pessoas têm fome e Jesus envolve seus discípulos, para que essa fome seja saciada. Este é o fato concreto”. No entanto, observou que Jesus não se limitou a isso, mas ofereceu sua Palavra, sua consolação, sua salvação e sua vida: “Cuidou da comida para o corpo”.

 

“O amor de Deus pela humanidade faminta de pão, de liberdade, de justiça, de paz e, acima de tudo, de sua graça divina, nunca falha. (...) Jesus continua também hoje a satisfazer a fome, a tornar-se uma presença viva e consoladora”, afirmou o Papa.

 

Segundo ele, a passagem evangélica convida a sermos disponíveis e atuantes, como o jovem: “Diante do grito de fome – todos os tipos de fome – de tantos irmãos e irmãs em todas as partes do mundo, não podemos permanecer como espectadores distantes e tranquilos”.

 

Nesse sentido, explicou que a ação de proximidade e caridade para com os pobres, os fracos, os últimos e os indefesos é a melhor forma de comprovar a qualidade da fé, a nível pessoal e comunitário, pois o anúncio de Cristo requer um generoso compromisso de solidariedade para com eles.

 

O destino da comida que sobra

Outra passagem da narrativa de João destacada por Francisco foi a frase de Jesus aos discípulos, após a multidão ter sido saciada: «Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!». Ele propôs a mesma orientação aos fiéis, chamando a atenção para o desperdício de alimentos, enquanto tantas pessoas passam fome:

“Cada um de nós pense: (...) Na minha casa, o que se faz com a comida que sobra? Se joga fora? Não. (...) Nunca jogar fora a comida que sobra. Se reutiliza ou se dá a quem possa comê-la, a quem tem necessidade. (...) Este é um conselho e também um exame de consciência”.

 

Ao concluir, o Pontífice pediu aos fiéis que rezem a Virgem Maria para que no mundo “prevaleçam os programas dedicados ao desenvolvimento, à alimentação, à solidariedade e não àqueles do ódio, dos armamentos e da guerra”.


Fonte: Vatican News