Santo do Dia

Santa Margarida da Hungria

18/01/2020
Margarida era uma princesa, filha do rei Bela IV, da Hungria e da rainha Maria, de origem bizantina. Ela nasceu no castelo de Turoc, em 1242, logo foi batizada, pois os reis eram fervorosos cristãos.

Margarida era uma princesa, filha do rei Bela IV, da Hungria e da rainha Maria, de origem bizantina. Ela nasceu no castelo de Turoc, em 1242, logo foi batizada, pois os reis eram fervorosos cristãos.

Seus pais, que a tinham consagrado ao Senhor por um voto, desde o nascimento, mandaram-na, com a idade de três anos e meio, ao convento das dominicanas de Vesprin.

Tendo, em seguida, o rei fundado um mosteiro da mesma ordem numa ilha do Danúbio, Margarida para lá foi transferida, e fez profissão dois anos mais tarde, isto é, com a idade de doze anos. O fervor substituiu nela o número de anos, e mereceu-lhe as íntimas comunicações do Espírito Santo, que se destinam apenas às almas perfeitas.

Fazia da prática da mais completa abjeção as suas delícias. Tê-la-iam sensivelmente mortificado falando-lhe do seu nascimento, e houvera preferido dever a vida a pobres e não a reis. É assombroso a que ponto levava o amor à penitência; deitava-se sobre o piso do quarto, coberto simplesmente de uma pele bastante rude, e por cabeceira dispunha de uma pedra apenas. Quando via serem punidas as irmãs por uma transgressão qualquer da regra, invejava santamente a ventura que tinham de poder praticar a mortificação. Se Deus a fazia padecer uma doença, ocultava o seu estado com maior cuidado, para não ser obrigada a usar alívios concedidos aos enfermos. Era admirável a sua doçura, e qualquer receio de ter uma das irmãs o menor motivo de descontentamento a levava a lançar-se-lhe aos pés, para suplicar-lhe perdão.

Teve Margarida, desde a infância, terna devoção por Jesus Crucificado. Trazia constantemente uma cruzinha feita de madeira da do Salvador, e muitas vezes a levava à boca, quer de noite, quer de dia. Observava-se que na igreja orava de preferência diante do altar da Cruz. Ouviam-na proferir com bastante freqüência o nome sagrado de Jesus da maneira mais afetuosa. As abundantes lágrimas que lhe rolavam dos olhos durante a celebração dos divinos mistérios e à aproximação da santa comunhão, diziam bem o que lhe ia no âmago do coração.

Na véspera do dia em que devia unir-se a Jesus Cristo pela recepção da sua adorável carne, o seu único alimento era pão e água; passava também a noite em oração. No dia da comunhão, orava em jejum até o entardecer, e só comia o necessário para sustentar o corpo. O seu amor a Jesus Cristo a levava, outrossim, a honrar especialmente a criatura da qual desejou ele nascer no tempo; daí o júbilo que lhe iluminava o rosto quando se anunciavam as festas da Mãe de Deus. Celebrava-as com piedade e fervor pouquíssimo freqüentes.

Alma tão santa como a de Margarida não podia ter apego às coisas terrenas. Morta para o mundo e para si própria, suspirava apenas pelo momento que se uniria ao Divino Esposo. Finalmente, viu satisfeito o desejo; adoeceu e morreu com a idade de vinte e oito anos, em 18 de Janeiro de 1271.

A sua sepultura se tornou meta de peregrinação, pelas sucessivas graças e milagres atribuídos à sua intercessão. Um ano depois da sua morte, seu irmão, Estevão V, rei da Hungria, encaminhou um pedido de santidade, a Roma. Mas este processo desapareceu, bem como um outro, que foi enviado em 1276. Porém na sua pátria e em outros paises, Margarida já era venerada como Santa.

Depois de muitos desencontros, em 1729 um processo chegou em Roma, completo e contendo dados de autenticidade inquestionável. Neste meio tempo as relíquias de Margarida tinham sido transferidas, por causa da invasão turca, do convento da Ilha das Lebres para o de Presburgo em 1618.

Em 1804, mesmo sem o reconhecimento oficial, seu culto se estendia na Ordem Dominicana e na diocese da Transilvânia. No século XIX, sua festa se expandiu por todas as dioceses húngaras.

A canonização de Santa Margarida da Hungria foi concedida pelo Papa Pio XII em 1943, em meio ao júbilo dos devotos e fiéis, de todo o mundo, especialmente pelos da comunidade cristã do Leste Europeu, onde sua veneração é muito intensa.

Fonte: Templário de Maria